Morte no Nilo | Crítica.

 

Morte no Nilo
Lançamento: 10 de Fevereiro de 2022
Direção: Kenneth Branagh
Nota: 2/5

Eu tô no embalo pra fazer críticas hoje, eu queria que esse filme fosse melhor que o primeiro, que ele pegasse os pontos negativos e melhorassem eles nessa sequência, será que eles conseguiram?

O filme já começa mostrando um pouco do passado de Hercule Poirot, jovem, em uma guerra onde já demonstrava habilidades instintivas muito boas e que também era apaixonado pela sua bela Katherine, uma mulher que estava decidida a amá-lo e estar ao seu lado sempre. Corta pros dias atuais onde nosso protagonista conhece alguns personagens que estarão envolvidos nessa trama, onde alguns deles tem uma dança que parece literalmente um ato sexual só que com roupas, é sério, se uma mulher começar a dançar/se esfregar assim em mim, eu vou entender que ela já tá querendo ir pra cama... Ô dancinha quente. Hahaha

Logo o Hercule Poirot é convidado pra uma festa de casamento em um navio que navega pelo Rio Nilo, e é óbvio que alguma treta tinha que acontecer correto? Tem um Casos de Família muito louco nesse navio e como sempre tem uma rapariga pra bagunçar um casamento, e fica aí o ensinamento de nunca se envolver com rapariga, pois essas mulheres quando quer ferrar com a vida do cabra é um estalar de dedo. E é isso que acontece nesse filme... Ou deveria já que muitas coisas importantes desse filme são bem óbvias e que eu acertei no primeiro palpite, eu ainda não entendi os motivos desse filme jogar as coisas na minha cara o tempo todo, é o tempo todo repetindo quase as mesmas coisas que o filme anterior fez, ele saiu entregando quase todo o mistério de bandeja e nem permitiu muito que tentasse pensar nas pistas.
Sem falar que o filme é muito lento, tem 2h06 e o crime acontece com 1h de filme! É muita ladainha, conversa besta sobre amor e seus clichês que tudo fica muito arrastado e parado, e de novo essa merda de causa racial (e uma pitada de arco-iris) e amor proibido? DE NOVO FILME?! Já não bastava aquela merda forçada no primeiro filme e agora eles repetiram essa mesma coisa de romance proibido aqui de novo e em DOSE DUPLA pois tem um casal diferenciado dessa vez.
Já deu pra notar que o tema dessa filme é sobre o amor né? Eu perdi as contas de quantas vezes cada um dos personagens falou a palavra amor, eu só não entendi a razão dessa palavra ser usada de um modo tão negativo mais que o lado positivo nesse filme, o amor é tão ruim assim? Tá certo que eu me ferrei demais por conta disso mas eu não o odeio... Acho que o roteirista precisa deixar de ser meio amargo com a vida. Hehehe

Em partes técnicas esse filme é inferior ao seu antecessor, o CGI conseguiu ser pior de um jeito risível, não dá pra não dizer que boa parte do fundo é totalmente falso e muito mal feito. Muitas vezes o contorno do fundo verde nos atores é bem visível se prestarmos atenção direitinho.
A direção é competente, menos o roteiro, o Kenneth Branagh é um bom Hercule Poirot e um diretor até que bastante competente naquilo que o filme propõe, a fotografia é legal e bem feita em algumas parte, já as atuações continuam na média, a Gal Gadot é a Gal Gadot, não vi muita diferença entre ela e sua personagem, e o resto do elenco é bem ok.

É um filme que eu veria de novo se não tivesse mais nada de interessante pra fazer, pois eu não o veria de novo a não ser por conta desse motivo mesmo. Mas tirando a forçações de barra na questão do romance proibido, na causa racial com uma pitada arco-iris que, de novo, eu não vi um espaço pra isso na trama, o filme é legalzinho.

Rapaz, eu tô imparável hoje meu povo, duas críticas no mesmo dia... É, o cabra não é fraco não.

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