Mononoke - Volume 01 | Resenha.

 

Mononoke - Volume 01
Lançamento: Fevereiro de 2008 (JP)
Revista: Young Gangan
Roteiro e Arte: Ninagawa Yaeko
Nota: 4/5

E estou aqui mais uma vez pra falar sobre mangá, sei que tô devendo a resenha de uns quadrinhos aí e de livros também (cof, cof, The Witcher, cof, cof), mas eu tô pensando em dar uma brecada com quadrinhos por motivos de... Escrita e roteiros porcos, então eu vou seguindo com os mangás até eu ler quadrinhos que valem a pena fazer uma resenha sobre.

Mononoke é uma obra que pouca gente conhece e estava na minha lista já tinha um ano, e olha que são só dois volumes com 19 capítulos ao todo. É uma obra com uma premissa bem básica, mas tem um mistério bem interessante e personagens com certas camadas, embora a obra seja bem rápida, mas a premissa é a seguinte:
O protagonista, Kusuriuri, é um farmacêutico misterioso que viaja o Japão caçando Mononokes (demônios da cultura japonesa) com a Espada do Exorcismo como sua única e principal arma. E a história já começa com ele entrando em uma casa onde um casamento arranjado, de uma família pobre com uma mais rica, está preste a acontecer, só que algo muito misterioso e trágico acaba acontecendo com alguém dessa família e todos se trancam na casa enquanto culpam o Kusuriuri pela tragédia que por sua vez acaba explicando que tem um Mononoke dentro da casa e que para mata-lo ele precisa descobrir a Katachi (que é a forma do monstro), a Makoto (a verdade que o fez aparecer naquela casa) e Kotowari (que é a motivação do demônio), para que a Espada do Exorcismo possa ser desembainhada e usada na sua forma completa.

E a história gira em torno disso, esses três motivos vão nos trazer uma história tensa, interessante e pesada para alguns, já que a obra vai explorar muito o lado obscuro das pessoas envolvidas. A obra mergulha bem nos temas sociais e psicológicos como o ódio, tristeza, medo, ganância e mentira que são as piores coisas de nós humanos, gostei de como a obra aborda esses temas em cada personagem envolvido na trama, é perceptível que alguns sabem de toda a verdade logo de cara, outros vão se lembrando dos acontecimentos ao decorrer desse volume pra ter sua conclusão no próximo e último volume.
A arte de Mononoke é simplesmente maravilhosa, quem me acompanha nas redes sociais (pastel_galactico na Instagram e PastelGalactico no Twitter, segue lá) sabe o quanto eu elogiei a arte dessa obra e como sempre, vou colocar uns exemplos para vocês verem aqui.

Olhem a beleza dessa imagem, é muito rica, cheia de detalhes e cores que saltam aos olhos deixando tudo mais lindo e maravilhoso. A arte desse mangá veio direto do anime Ayakashi onde o terceiro conto desse anime (que é igual a esse mangá) foi dirigido pelo Kenji Nakamura com ilustrações (tenho quase certeza) do incrível Yoshitaka Amano. Eu gostei muito desse painel, gostei dessa ideia do diretor do anime se inspirar nos Ukiyo-e (estilo de arte japonesa gravadas em madeiras, um estilo muito usado no período Edo do Japão) pra compor a arte do anime, e o trabalho do Ninagawa Yaeko conseguiu ser fiel ao anime original, ficou realmente incrível o trabalho dele nesse mangá, principalmente a forma como ele usa o preto pra compor suas páginas, veja mais um exemplo.

Vejam como a cor preta se destaca muito nessa página, observem os detalhes do protagonista e da figura que surge em suas costas, é um visual muito lindo e no anime o visual dele é mais bonito ainda pois as cores colocadas nesse estilo combinaram muito! Tenho certeza de que se esse mangá fosse colorido, a arte seria muito mais linda do que já é.

É isso que eu tenho pra falar sobre esse primeiro volume de Mononoke, com toda a certeza que eu trarei o segundo volume o mais rápido possível pois é uma obra que vale muito a pena ser lida e ser assistida no caso do anime.
Eu espero muito que vocês estejam gostando dessas resenhas de mangás que venho trazendo aqui para vocês, pois é algo que eu gosto muito e que vale a pena ter resenhas sobre tais obras aqui no site.

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