Gachiakuta - Volume 01 | Resenha.

 

Gachiakuta - Volume 01
Lançamento: 17 de Maio de 2022 (JP)
Revista: Shounen Magazine
Roteiro e Arte: Urana Kei
Nota: 3/5

Eu estava dando uma olhada nos perfis de notícias do mundo dos animes e mangás do Twitter, e me deparei com a capa do segundo volume de Gachiakuta, o que acabou me chamando a atenção pois o visual do personagem naquela capa é bem maneiro. Resolvi dar uma chance pra essa obra justamente pelo seu visual.

A trama é bem básica, o mundo (ou um país) foi dividido em duas partes, pessoas normais/alta classe moram na parte rica da cidade e os descendentes de bandidos e criminosos perversos moram na parte pobre/favelada dessa cidade. Esses humanos nobres só sabem descriminar e maltratar os descendentes de criminosos, eles ficam com os restos desse pessoal nobre, mas tem algo a mais nisso tudo.
Eles vivem muito acima de um imenso abismo que é usado como lixão de ambas as partes, nesse abismo é jogado todo tipo de coisa, lixo, restos e pessoas criminosas, sim o abismo é usado também para o descarte de pessoas. E é aí que conhecemos o nosso protagonista, Ludo (ou Rudo) que mora no subúrbio com seu pai adotivo Legto, ele é um menino muito fechado, não fala muito e é muito tímido quando está perto da Chiwa, a garota da qual ele é apaixonado. Ludo "ganha a vida" invadindo o depósito de lixo dos nobres que moram do outro lado do muro e sobrevive aos guardas armados graças as suas grandes habilidades, e o Legto sempre está cuidando dele, aconselhando e protegendo como um pai de verdade deve fazer... Até acontecer uma merda gigantesca na vida do nosso protagonista onde ele é condenado ao abismo.

Esse é o começo bem básico da história de Gachiakuta, pelo visto ela vai focar muito na temática de vingança e na exploração de um mundo inteiro que tem no fundo do abismo. É claro que essa é uma premissa e uma ambientação meio batida, e já explorada aos montes em várias obras como Battle Angel Alita (Gunnm) por exemplo, onde lá tem a cidade nobre que fica no céu e os descartes deles servem de reuso ao povo da cidade baixa. Mas os personagens não são totalmente ruins e o autor pode fazer com que eles fiquem mais interessantes com o passar do tempo.
O que me prendeu mesmo nessa obra foi o traço do autor e os visuais que ele dá aos personagens, todos aqui tem visuais bem únicos e bem chamativos ao meu ver, o traço do autor me passou a vibe de estar lendo um quadrinho americano ou os primeiros capítulos de Boku no Hero Academia, lembra quando o Kouhei tinha um estilo mais cartunesco e bem exagerado no começo de Boku no Hero? É essa mesma sensação que eu estou tendo quando leio esse mangá, é bem carregado no preto e no sombreado... É claro que vou mostrar um exemplo.

Vê como o autor trabalha usando muito o preto e o sombreamento? Principalmente no rosto do protagonista que é onde ele mais usa as sombras pra deixar tudo mais "maneiro e radical." E ele até que consegue fazer isso bem, eu me senti atraído por esses momentos onde o protagonista vira um Edgy lord ou um completo Chad e sai quebrando geral no murro e mitando a cada frase, só que as lutas não são tão inventivas/bem feitas assim, achei tudo bem simples sem ter muito o brilho da ação.
Uma das coisas que eu gostei bastante desse volume foram as páginas duplas, foram muito bem feitas, de uma qualidade muito boa da qual me impressionou logo de cara e a segunda página dupla foi a mais linda pra mim, vejam.

Olha o traço dessa maravilha gente, que coisa mais bem feita e eu tô custando a acreditar que esse cenário foi desenhado, ainda acho que o autor inseriu o Ludo aí pelo Photoshop pois tá muito linda essa página e o Ludo parece uma inserção meio destoante, vocês também sentiram essa leve estranheza? Tirando isso, essa obra tá com um nível de produção e visual bom... O que me deixa mais grudado nela ainda.

E isso é tudo meu povo, foi uma resenha bem curta pra um volume bem curto. É claro que vou continuar lendo essa obra e trazer os volumes seguintes aqui para vocês, espero de coração que tenham gostado de mais essa resenha.

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