Bran Mak Morn - O Último Rei dos Pictos
Lançamento: 26 de Fevereiro de 2021
Autor: Robert E. Howard
Editora: Pipoca e Nanquim
Nota: 5/5
Primeira vez na minha vida que eu escrevo uma crítica sobre livros. Vai desculpando o modo de escrever pois eu só sei falar de filmes, séries e quadrinhos, sei que livros tem críticas feitas de outras maneiras mas isso eu vou melhorando com o tempo e bora pra crítica então.
O livro narra as histórias do rei Bran Mak Morn (nome grande da peste) e de seu povo, os Pictos ou o povo diminuto (pequeno), muitas das histórias são pelo ponto de vista do próprio Bran, outras são pelo ponto de vista de outras pessoas que estão perto dele. A narrativa desse livro é muito bem feita, Howard era um MONSTRO no quesito da escrita e no modo de contar/narrar essas histórias, ele escreve cada cena com detalhes INCRÍVEIS que na hora você se pergunta "Como é que esse cara lá na década de 30, pensou nessa cena épica?" Ele sabe conduzir bem uma história, consegue fazer o leitor se prender na leitura e cair de cabeça na narrativa de maneira brilhante! A leitura desse livro é muito rápida e imersiva, no primeiro dia eu já tinha chegado na metade e estava simplesmente AMANDO cada página dele, como diabos eu nunca parei pra ler essas histórias do Bran Mak Morn? Na verdade eu sei o porquê disso, as histórias de Bran Mak Morn nunca foram trazidas pro Brasil em sua totalidade, se não me engano acho que só trouxeram duas que foram Vermes da Terra e Os Reis da Noite (eu acho que foram só essas.) Mas agora que a editora Pipoca e Nanquim trouxe TODAS as histórias, com conteúdos extras, eu pude ler e adorar mais ainda a escrita e as histórias do Howard e seus personagens e que edição maravilhosa essa da PN hein? Mas já já eu falo disso.
O primeiro conto desse livro serve muito pra introduzir os Pictos pros leitores, não tem muita ação mas mostra como os Pictos, mesmo sendo bárbaros e alguns selvagens, eles ainda possuem honra e tem palavra. Eles não são todos assassinos mega sanguinários como algumas histórias do Conan mostram (sim, os Pictos aparecem algumas vezes nas histórias do Conan) e graças ao Bran, muitos Pictos conseguiram se tornar civilizados, mesmo tendo muitos problemas pra juntar todas as tribos numa só pra serem um só povo. Os Pictos são pequenos (quase anões), pardos e negros, e são ótimos nas batalhas (juntos ou sozinhos.) Algumas pessoas dizem por aí que o Howard era um racista e tal, mas ele só disse UMA vez numa carta (que tá nesse livro lá nos extras) que em sua infância ele não gostava de indígenas e mexicanos mas quando ele conheceu os Pictos (que são um povo que existiu de fato na vida real) aos 12 ou 13 anos, na hora ele largou esse "preconceito" bobo e passou a adorar eles. Então parem com essa besteira gente, o Bran é o personagem que ele criou do qual ele mais gosta, desde os 13 anos ele criou esse homem de estatura média, olhos e cabelos negros, pardo e rei de um povo pequeno e negro, e o Conan (sua maior criação) é chamado de O Gigante de Bronze então isso é besteira. E pra quem acha que o livro vai ter lacração, pode ficar tranquilo pois isso não acontece de maneira nenhuma, o que acontece mesmo é sangue voando, murro na boca, partir corpos ao meio e cabeças rolando pra todo lado em batalhas SENSACIONAIS de tão épicas! Agora pensa comigo, como é que o Howard conseguiu criar personagens incríveis, cenários lindos, batalhas dignas de premiações, misturando figuras históricas lá na DÉCADA DE 1930?! O cara é um nerdão mega raiz e muito influente nos dias de hoje, pois vários conceitos de RPG que existem hoje, o Howard criou muitos deles em 1930 com Bran Mak Morn, Conan e Rei Kull, ele é simplesmente um gênio muito à frente do seu tempo. Ah e aquela história que ele junta o Bran e o Rei Kull numa história só, é pra deixar o nerdão de fantasia (eu) mega empolgado com esse Crossover brilhante e épico!
Agora vamos falar da edição da PN... QUE COISA MAIS LINDA! Pra começar, ele é capa dura e a capa (foto do topo que eu peguei no Google) tem a arte do gênio supremo da arte Frank Frazetta, esse cara é um monstro na arte, veja as pinturas que ele já fez do Conan, é pra deixar o cabra babando de tão lindas. O livro possui uma sobrecapa de acetato (capa de plástico transparente) com o título do livro e as outras informações, ou seja, sem essa capa o livro só fica com a arte linda do Frazetta. E isso foi uma ideia de projeto gráfico maravilhoso dos caras do PN (os livros do Conan também são assim), o papel do livro é muito bom e gostoso de folhear, as fontes são de um tamanho bom, vem com um fitilho (marcador de página) e ao longo das histórias tem as ilustrações maravilhosas do Gary Gianni (o cara manda muito bem nessas ilustrações.) A tradução é do Bernardo Santana e é muito boa e muito competente.
Todo o projeto gráfico desse livro é incrível, espero que a galera do PN nunca caia com a qualidade dos livros e quadrinhos... E eu quero que eles lancem o Rei Kull e o Solomon Kane (mesmo criador do Bran) logo! Olha meu lado nerdão falando mais alto aí.
Enfim, se fosse pra resumir esse livro eu diria que é uma fantasia épica (de novo) com banhos de sangue na medida certa e com um protagonista mega carismático... Ah e leiam os conteúdos extras pois lá tem as cartas que o Howard costumava trocar com seus amigos (incluindo H. P. Lovecraft) e isso ajuda mais ainda a gente ver e entender mais de como funcionava a mente brilhante brilhante desse cara.
Eu espero mesmo que vocês tenham gostado dessa minha primeira crítica, pode-se dizer assim, literária pois eu pretendo fazer muito mais delas.

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