Blue Period - Volume 03
Lançamento: Agosto de 2018
Revista: Afternoon
Roteiro e Arte: Yamaguchi Tsubasa
Nota: 4/5
Depois de um mês e um dia, eu volto pra trazer a resenha dessa obra que me fez criar um interesse por arte. "Ah mas por que demorou tanto?" Eu estava com uma gripe muito doida, eu me entreguei pra um jogo chamado Final Fantasy VI, que por acaso é o meu favorito da saga e recomendo que joguem esse e outros... Eu li o terceiro volume assim que terminei a resenha do segundo, mas eu lembrava demais nada e tive que ler de novo.
Esse volume trás mais desafios e mais desenvolvimentos pra história, junto com uma chuva torrencial de explicações sobre o vasto mundo da arte. Faltando poucos dias para a prova admissional da Faculdade de Artes (Geidai), nosso protagonista se vê em um dilema sobre sua arte não ter identidade, dela não passar de um quadro pintado sem nenhuma mensagem e sentimento de seu pintor nela.
O Yatora precisa se encontrar no mundo da arte, ele precisa saber como expressar seus sentimentos e seus pensamentos através de suas pinturas, essa jornada dele é importante, pois faz com que ele cresça e faz com que a gente evolua junto com ele. Arte não é só olhar pra um objeto ou paisagem e passar eles pra um quadro em branco, arte tem significado, tem sentimentos expressados, tem pensamentos de seus pintores. E a obra fala dessas coisas, o que casou perfeitamente comigo, pois eu sempre achei arte um simples desenho onde o cara viu algo chamativo e passou pro quadro... Eu sei que tem certas obras que é simplesmente impossível chamar de arte, jogar tinta azul numa tela branca e chamar de arte já é complicado.
Nesse volume não teve muitos desenvolvimentos de personagens fora o protagonista e um pouco do Yotasuke no final do volume, o foco mesmo foi no protagonista (Yatora) e esse pequeno arco de evolução dele e as novas descobertas na sua arte foi bem feito, teve muitas coisas que a autora mostrou que eu nunca ia adivinhar na vida. A arte não é só feita de cores, existem uma infinidade de meios, técnicas e ferramentas que te ajudam a se expressar de uma maneira melhor e mais verdadeira do que só usando cores ou um Dessin (projeto) pronto na sua frente onde você praticamente só o copia no quadro.
Confesso que estou adorando descobrir essas coisas e estou de fato me interessando nesse vasto universo que é a arte. Pra terem uma noção, estava lendo esse volume e do nada eu me vejo pesquisando sobre composição artística, eu que sempre fui um preguiçoso pra pesquisa estava na madrugada pesquisando essas coisas... Será que eu estou mudando e me tornando um estudioso?
Em questão de produção, esse volume ainda mantem o nível dos anteriores mas eu sinto uma leve melhora em vários traços de personagens e até mesmo no background eu vejo essas leves melhorias, as pinturas mostradas são lindas, os conceitos e tópicos sobre a arte são muito bons e as páginas coloridas são lindas demais. A autora plantou um possível arco no Ryuuji (o trans de respeito hahaha), pois temos um pequeno vislumbre do que ela pode, e acho que vai fazer, com ele no futuro.
É isso meu povo, demorei um mês pra publicar essa resenha mas ela finalmente saiu, fui preguiçoso e Final Fantasy VI sugou a minha alma até o seu final? Com toda a certeza, não negarei, mas o importante é que saiu e eu tô me sentindo cada vez mais à vontade pra escrever resenhas pra vocês. Me desculpem pela demora e obrigado pelo apoio e incentivo.

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