Batman - Terra Um - Volume 01
Lançamento: Julho de 2012 (EUA) e Dezembro de 2013 (BR)
Editora: DC Comics
Roteiro: Geoff Johns
Arte: Gary Frank
Nota: 3/5
Eu disse que esse era um retorno não disse? Agora segura essa onda de Batman (meu assunto favorito), pois tenho mais 3 quadrinhos pra fazer resenha e uma crítica do filme novo que verei em breve... Tenho quase certeza... Eu acho... Vou rezar pra Jesus me ajudar nisso.
Brincadeiras à parte, bora pra resenha.
Em meados de 2011/2012 a DC tinha mais um projeto alem dos Novos 52, uma fase que marcou bem o início desse site, que é o projeto Terra Um que consiste em pegar os personagens da DC, pelo menos os principais que geral conhece, e contar histórias totalmente novas que não afetariam a Terra Zero (que é a original.) Então os roteiristas poderiam mudar partes das origens deles, inventar novos personagens e mudar visuais.
E é assim que nasceu Batman - Terra Um, o quadrinho já se inicia com o Batman perseguindo um certo alguém pelos telhados dos prédios (não é a Mulher-Gato), só que tudo isso dá errado e ele acaba se esborrachando no chão. Já deu pra perceber que esse Batman está no seu primeiro mês de carreira como vigilante né? E logo depois corta pra sua história de origem mudando algumas coisas, o Alfred e o Thomas Wayne se conheceram através do Serviço Secreto Britânico, ou seja, o Alfred era um militar e não o mordomo e o Thomas está concorrendo pra ser prefeito de Gotham. Logo depois temos a famosa cena que TODO MUNDO conhece, cinema, algo dá meio errado, pega o beco, bandido vem, pérola voando e o casal Wayne mortos na frente do filho e é aí que vem uma doideira, o Bruce criança é um COMPLETO BABACA! Que nojo de moleque, o cara é um mimadinho arrogante que dá vontade de descer um murro nele, o Alfred tentou reconfortar ele depois da tragédia e ele me solta um: "Quem diabos é você?" Olha que moleque nojento.
Enfim, os anos passam e o Bruce tem a certeza que o rival de seu pai na candidatura pra prefeitura da cidade é o principal e o mandante do assassinato de Thomas e Martha Wayne, esse rival é o Pinguim, não é spoiler pois isso é as primeiras páginas da história, e o quadrinho gira em torno dessa premissa básica de vingança. O Batman vai aprendendo (ou não) com seus erros, treinou com o Alfred e não ao redor do mundo por 10 anos, essa coisa dele conseguindo experiência como vigilante é bem legal pois vemos que ele não consegue fazer tudo sozinho e sem prática, também vemos que ele (Bruce) é um Arkham por parte de mãe e todo mundo que conhece a família fala "o sangue Arkham é infectado pela loucura, todo Arkham vira um maluco insano" e isso é uma ideia de renovação de roteiro das histórias do Batman SENSACIONAL! Pena que aqui o quadrinho não ousou explorar nem uma linha disso, Geoff Johns perdeu uma oportunidade de entrar na cabeça desse Bruce que tem sangue Arkham e trabalhar seu psicológico com coisas como: "Seria o Batman uma manifestação do sangue louco dos Arkham's? Será que a loucura em seu sangue despertou por conta da tragédia de seus pais?" Tinha tanto pano pra manga que o Geoff Johns nem se quer encostou a ponta do dedo nessa expansão, o que me deixa triste. A relação de pai e filho do Alfred e Bruce existe aqui mas é bem rasa pois o Alfred acaba se preocupando muito mais com o Bruce do que o contrário, Bruce meio que caga pro Alfred quase que o tempo todo.
Uma coisa legal é o arco do Gordon, Gordon tem um novo parceiro recém chegado na cidade chamado Harvey Bullock, sim, o Bullock tá aqui também só que diferente, ele era um astro de TV de uma série policial que decidiu virar um policial em Gotham... Pior ideia possível não é mesmo? E ele vira parceiro do Gordon que está completamente cansado do seu trabalho na polícia não render em nada, pois é Gotham City, você prende um cabra agora e depois de duas horas ele tá na rua de novo e você é ameaçado pelos grandões do crime... Parece o Brasil né? Enfim, um é bem diferente do outro, é como o Mills e o Somerset do filme Seven (um filme de mistério perfeito que vou trazer pra vocês a crítica dele aqui ainda) onde um é um policial mega cansado do sistema da cidade, cansado do trabalho mas que não se vendeu pra corrupção ele só não tem mais cabeça e força de vontade pra lutar contra tudo isso, e o outro é mais jovem e mais empenhado a ir pra cima do crime, muitas vezes sem ver onde pisa, e enfrentar qualquer parada. Gordon e Bullock são assim e a interação deles um com o outro é um dos pontos altos desse quadrinho.
Agora vamos para a arte, ouso dizer cinematográfica, de Gary Frank. O cara desenha muito bem, ele tem um traço vibrante, forte e por vezes bem detalhista, as cenas de ação e perseguição que ele faz são sensacionais que caberiam num filme do Batman tranquilamente, as cores vão de bem claras pra um cinza bem frio em certas cenas, principalmente as cenas do Batman onde tudo fica bem mais cinza passando uma vibe triste e sombria sabe? O quadrinho tem cenas rápidas e não explicitas que são pesadas, imagina se ele ousasse em mostrar tudo sem restrição e com detalhes? Esse quadrinho sofre por estar amarrado pelo freio do roteirista, ao ler ele você sente que o quadrinho quer se aprofundar/se desenvolver em temas e cenas que seriam complexas e pesadas mas ele não pode pois o Geoff Johns (ou a DC) está com a corda na mão freando o quadrinho, e isso faz a história perder um pouco da graça. Um exemplo disso é o próprio Pinguim, ele na frente de todos é um santo maravilhoso, mas em off ele é um completo escroto, nojento e perverso, só que o quadrinho não se aprofunda nisso de maneira alguma e ele é o vilão central desse volume, como pode um vilão de uma obra ter poucas cenas e ser tão raso? Não sabemos NADA desse Pinguim e vamos continuar não sabendo pois o quadrinho sofre com esse desenvolvimento porco de personagens e um pouco da história também.
A história tem um desfecho até que legal, ele consegue resolver algumas das questões levantadas ao longo do quadrinho e também consegue desenvolver alguns outros personagens, o mais centrais pelo menos, também temos a conclusão da criação da lenda do Batman (quem sabe, sabe) e nos é apresentado o vilão do volume dois, também conhecido como o melhor volume da trilogia, e é claro que eu escreverei a resenha dele pra vocês.
O quadrinho saiu aqui pela Panini em capa dura e lombada quadrada, teve uma reimpressão agora em 2020 (informações pros lombadeiros preguiçosos) e como sempre eu vou deixar o link pra compra logo em seguida.
Link: https://panini.com.br/batman-terra-um-vol-1
E é isso meu povo, tô feliz de verdade por estar de volta e poder compartilhar minhas opiniões com vocês, e ver que estão aceitando super bem até (eu achei que ninguém ia acessar esse site) pois agora somos uma marca de 500 e incríveis malucos que acessam/acessaram esse site, e eu sou muito mas muito grato mesmo por tudo até agora e bora continuar nesse progresso e não se esqueçam, se realmente gostou e gosta do que eu faço aqui... Sai compartilhando pra geral que vocês conhecem, até nos grupos do zap (eu sei que você tem pelo menos um grupo no teu zap, mente pra mim não. Hahaha) e bora crescer mais ainda meu povo.

Comentários
Postar um comentário