Batman e Robin N52 | Resenha.

 

Batman e Robin - Novos 52
Lançamento: 2011
Editora: DC Comics
Nota: 5/5

Duas resenhas no mesmo mês, é isso mesmo produção? Eu ia dar um tempinho e juntar mais leituras pra comentar de uma vez mas quando eu terminei esse título, na hora eu disse em voz alta "EU PRECISO COMENTAR E FAZER A RESENHA DESSE QUADRINHO!" Só que a gripe me pegou e eu não tava tão na vibe de escrever. Como estou melhor hoje então eu vou mandar bala e comentar sobre essa maravilha para vocês.

Esse é o tipo de quadrinho ideal que eu suplicava aos céus pra que fosse bom, pois eu vinha numa maré lascada da peste de quadrinhos e filmes ruins, e esse quadrinho me salvou dessa maré. O quadrinho vai narrar as aventuras da famosa Dupla Dinâmica, mas ele vai muito mais além do que só derrotar o vilão da semana, o quadrinho explora muito a relação de pai e filho com o Bruce sendo pai pela primeira vez, totalmente perdido e sem saber o que fazer pra criar seu filho Damian. Esse por sua vez que foi "criado" longe do pai pela sua mãe Talia Al Ghul, sim o Batman teve um filho com a filha do Ra's Al Ghul (um dos seus inimigos mais mortais), só que o menino não teve uma criação de uma criança normal pois logo nos seus primeiros anos de vida a mãe dele treinou o menino pra ser o assassino/arma perfeita e sem emoções, só que isso não deu muito certo pois como toda criança que é criada só por um de seus pais sempre vai perguntar "quem era minha (meu) mãe (pai)?" E a Talia fez um combinado com o menino de que, se ele derrotasse ela no X1 (mano a mano) ela contaria quem é o pai dele e desde então o menino foi treinado pelos melhores em várias áreas do combate e arte, e nos aniversários dele a mãe aceita o X1 e os dois partem pra porrada. E é porrada de verdade, faca, espada, pistolas, soco na boca, enfrentar morcegos humanoides e por aí vai. No 10º aniversário do menino ele acaba vencendo a mãe e ela o leva até Gotham pra conhecer seu pai, e desde então o Damian passa a viver com seu pai Bruce e por consequência acaba se tornando o Robin, só que tem um porém aí, o menino é super violento, frio e não hesita na hora de matar, e como todo mundo sabe o Batman NÃO MATA! (tive que escrever em Caps Lock pois tem nego que acha que o Batman mata) e o Batman tenta segurar/controlar esses sentimentos de raiva, ódio e desejo de matar que o menino tem, só que ele não sabe fazer isso pois o Batman é um coração de pedra com o menino. E é esse relacionamento que o quadrinho vai trabalhando ao longo das edições, Damian aprendendo a ser um menino normal e o Bruce aprendendo a ser um pai de verdade, e ambos os personagens tem uma evolução INCRÍVEL! O roteiro te convence de que esses personagens não são rasos, o Batman é cheio de receios, medos e preocupações com o filho e o Damian não é 100% chatice (eu sempre achei ele chato por conta das animações da DC) pois ele quer a todo momento se provar para o pai de que ele é digno de ser um Robin e acima de tudo, digno de ser um Wayne. A interação dos dois é muito boa pois ambos tem a paciência curta, Batman briga com o Robin para fazer ele parar querer resolver as coisas sozinho, obedecê-lo e controlar seus desejos de matança, e o Robin briga pra ter mais liberdade pra soltar mais esses instintos assassinos. Ah e o Alfred fica nesse fogo cruzado pra acalmar os nervos dos dois, é muito bom ver o Alfred sendo um pai pro Bruce mais uma vez e ensinando ele a lidar com o crescimento do menino e ajudar o Bruce a se tornar um pai, com conselhos e até mesmo soluções muito boas.
O quadrinho não tem nenhuma queda, tanto na arte quanto nos roteiros, ele faz exatamente o contrário pois a cada arco ele evoluí os dois protagonistas e joga mais um desafio, e dos brabos, no colo dos dois e é aí que o roteiro brilha e muito no desenvolvimento dos protagonistas. Aquela edição 18 é cortar o coração de qualquer um pois essa edição não tem um balão de diálogo, ou seja, é só a arte te transmitindo tudo o que tá acontecendo e as emoções, nunca fiquei tão triste pelo Batman desde a morte e o luto pelo Jason Todd (o segundo Robin), essa edição transmite dor, sofrimento, tristeza, solidão, culpa e raiva de uma maneira ESPETACULAR! E isso fez o Batman evoluir e muito como pai. A arte do Patrick Gleason nessa run inteira é FENOMENAL! O cara desenha super bem e acompanhado do roteirista Peter J. Tomasi, que escreve todas edições desse título, a run fica muito melhor.
Mas eu vibrei mesmo foi no arco final A Busca Por Robin, onde o Batman enfrenta desde Ra's Al Ghul até as hordas de monstro de Apokolips com direito a X1 COM DARKSEID! Sim, Batman sai na mão com o Darkseid. Faz sentido? não faz nenhum sentido e é muito clichê... MAS É EMPOLGANTE QUE SÓ A PESTE! Eu tava lendo esse arco e a cada grande acontecimento eu ficava "EU NÃO ACREDITO NISSO!!!" Eu me empolguei igual a uma verdadeira criança, mas todos esses absurdos que aconteceu foi pra demonstrar que um verdadeiro pai ou mãe está 100% disposto de ir até inferno/enfrentar quem quer que seja para proteger o seu filho. Isso é algo muito lindo, nobre e raro hoje em dia, mas isso fica pra um futuro artigo meu.
Esse quadrinho é muito bom, é leve, divertido e empolgante pra caramba, não vi nada com teor ideológico pervertido da canhota, e sim vi muitos valores que muitas pessoas não tem nos dias de hoje, principalmente os pais moderninhos.

Até onde eu sei, essa run foi publicada aqui no Brasil pela editora Panini em formato capa dura (eu acho) e saiu com os nomes de Nascido Para Matar, Duas-Caras, Réquiem e A Busca Por Robin. Acho que não está mais em catálogo essa fase e nem sei quando a Panini vai reimprimir ela (pô Panini trás essa fase e o Batman - Vitória Sombria de volta aí pra gente), mas vocês conseguem achar esses encadernados nos famosos sebos.

É isso aí, finalmente eu pude ler um quadrinho de qualidade incrível e pude recomendar pra vocês, pra mim essa run inteira é uma das melhores coisas já feitas com o Batman até os dias de hoje! Por isso eu recomendo muito essa fase pra vocês e eu espero que tenham gostado dessa resenha.

PS: Se gostou muito desse conteúdo, não deixe de curtir e compartilhar (esses botões ficam logo no final do texto) pois isso me ajuda muito com o crescimento do blog. :)

Comentários