12 Homens e uma Sentença
Lançamento: 10 de Outubro de 1958
Direção: Sidney Lumet
Nota: 5/5
Fazia um tempo que estava procurando filmes com um enredo de qualidade e boas atuações... E 12 Homens e uma Sentença é um desses filmes.
O filme já começa em um tribunal onde o julgado é um cara de 18 anos que está sendo acusado de ter esfaqueado o seu pai e tinha chegado o momento da decisão do juri julgar se ele é culpado ou inocente, 12 homens se reúnem em uma sala e eles votam pra decidir isso. 11 desses homens votaram culpado e só 1 votou inocente e é aí que o filme começa de fato.
O filme mostra vários pontos de vistas diferentes, alguns só estão ali pra fazer o papel de "bom moço" perante a sociedade, outros só querem terminar essa conversa pra ir ver um jogo de Beisebol e outros só querem ver o sangue escorre do garoto. O protagonista (Henry Fonda) é o único que sai em defesa do garoto mesmo com dúvidas se ele é realmente inocente, pois todas as provas e testemunhas fazem o garoto ser 100% culpado, uma coisa que eu gostei nesse filme é que detalhes importam muito em tudo! Tudo nesse filme é movimentado pelos pequenos detalhes de cada personagem e cada prova desse julgamento, e como os personagens desse filme são bem feitos, a interação entre eles é muito boa pois cada um pensa de um jeito, cada um tem sua visão sobre o caso e de cada homem da sala.
Um personagem que me chamou atenção foi o do ator Lee J. Cobb (os personagens não falam seus nomes no filme) que é um ser sem um pingo de paciência e que sempre age no calor do momento, em uma das falas dele ele diz que seu filho aos 6 anos fugiu de uma briga e que ele se sentiu tão envergonhado que quase vomitou ao ver isso. Então ele ensinou o seu filho a "ser um homem" e nunca mais ele fugiu de uma briga... Só que os dois brigaram quando o menino tinha 16 e o filho socou o pai, e eles nunca mais se falaram de novo.
É evidente que ele não ensinou o filho a ser um homem, ele ensinou o menino a ser um truculento e brigão que na primeira discussão que tiveram todos os ensinamentos do pai se voltou contra o mesmo, e eu gosto como aos poucos esse personagem vai sendo trabalhado pois ele não liga se existem detalhes, não ditos, nas provas e que fazem muito sentido. Ele só quer ver o garoto que possivelmente matou o pai, morrer em uma cadeira elétrica.
Ao longo do filme eu tive um pensamento "como é que esses caras estão conseguindo pensar em todos esses detalhes?" e logo em seguida o filme dá uma resposta que calou minha boca na hora e que faz total sentido, é muito bom quando o filme se preocupa com os detalhes, detalhes fazem uma diferença absurda em TUDO.
O filme não é uma super produção, o orçamento dele é bem baixo mas mesmo assim é um filme excelente e isso só prova que até mesmo com um baixo orçamento é possível fazer filmes muito bons e de ótima qualidade.
A direção do filme é bem competente, o diretor consegue dirigir bem os atores e consegue conduzir a história em um ritmo bom que não te deixa cansado ou entediado, a fotografia não é nada revolucionária mas ela funciona muito bem pra proposta do filme e por isso eu acho que ela se encaixa tão bem nele, as atuações são muito boas mesmo pois é um elenco de qualidade e todos ali tem seus momentos, suas falas e seus desenvolvimentos. O filme só tem 1h e ela passa voando que você nem percebe, quando o filme acabou eu fiquei querendo mais desse tipo de obra e ainda estou querendo pois foi maravilhoso.
E é isso minha gente, uma crítica meio curta mas acho que foi o suficiente pra despertar a curiosidade em vocês para verem esse filme, e esse filme é um daqueles que você pode ver várias vezes e vai continuar gostando mesmo sabendo de tudo o que acontece nele, pelo menos é o que acontece comigo e eu gosto disso pra caramba.

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